Devaneio #3
Devaneio #2
Devaneio #1
Foi no meio da solidão.
A ver um qualquer filme.
Sobre o amor. A vida. E a morte. O fim da vida. A mágoa e a dor.
E do nada desabou. A alma cedeu. A fortaleza desvaneceu. E o sufoco se ergueu.
Aquele aperto. Aquele nó na garganta. Aquela necessidade de respirar, mas cujo oxigénio não surge num espaço onde a solidão é rainha.
E chorei. Não me lembro da última vez em que o fiz. Num hábito incessante de substituir a lágrima pelo sorriso, sob a esperança de que não transpareça o caos interior que se esbate sob aquele sorriso.
Tenho saudades tuas. E culpo-me pelo facto de não estares mais aqui.
Onde estás?
Por onde andas?
Porque foste? Porque partiste? Porque me deixaste aqui?
Foi no meio da solidão. E tal como surgiu, se foi. E o sorriso desenhou-se de novo. Porque amanhã a solidão continuará, mas com uma plateia que não sabe a qual peça verdadeiramente estará a assistir.
No meio da solidão.
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