Sublime. Assim surge a sensação perante essas histórias romanceadas delineadas nos ecrãs e nas páginas rabiscadas que nos entram pelas casas e nos minam o pensamento com pseudo-histórias de amores perfeitos e romances grotescamente melosos. E, mesmo quando o final não é 'felizes para sempre', ficam aquelas trocas de olhares meladas de como se tudo fosse correr bem, apesar de tudo.
Bem...
Lamento informar, mas nem sempre é assim. Não há felizes para sempre, porque somos mortais. Porque somos humanos. Porque quando surgem dificuldades o mais fácil é fugir, trair, o que for.
Porque para sempre é demasiado tempo para ficar com alguém ao nosso lado. Porque nem todos lidam com os defeitos do outro. Porque nem todos resistem aos prazeres carnais nas pernas alheias. Porque a vida é uma porra desfeita em mil problemas, e não me venham com tretas de que nós é que complicamos a vida e blá blé blí.
Cansada de tretas. E mesmo assim parece que as atraio de alguma forma.
É difícil perceber o que é certo ou errado. O que dura ou não. O que é real ou ilusão.
Porque nem sempre existe o clique. Nem sempre a ausência de legendas nas nossas expressões se traduzem numa compreensão suprema em que basta o silêncio e a troca de olhares para alcançar o que o outro pensa. Porque damos por nós a contentarmo-nos com o mais ou menos com medo de não conseguirmos algo melhor. Mesmo quando conhecemos o vislumbre do algo melhor e até isso era... ilusão. Mentira. Mágoa visceral.
Enchem-nos com a falsa esperança de que... é tudo magnífico. Sublime. E mesmo escalando o abismo... haverá um 'e viveram felizes' pelo tempo fora para mim?
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